Eu amo esse blog, o Diplomatizzando, e olha aqui o que eu achei, uma indicação ótima, relativamente atual, de bibliografia. (berrooooooooo)
https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/05/manuais-dos-concursos-para-carreira.html
Por um mundo mais humano, diverso e livre.
Eu amo esse blog, o Diplomatizzando, e olha aqui o que eu achei, uma indicação ótima, relativamente atual, de bibliografia. (berrooooooooo)
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Guimarães Rosa --- Examinador de Cultura. Este é o título de um texto do diplomata Rubens Ricúpero cujo link está acessível publicamente na internet e deixo aqui pra vocês. Nele, Ricupero nos conta como foi ser examinado pelo ilustre escritor na disciplina de Cultura Geral, parte do exame do Itamaraty à época (1956). O relato é deveras interessante e vale a pena a leitura.
Cada vez que volto neste blog, tenho uma relação diferente com os estudos para a carreira diplomática. Oras estou em imenso afinco, oras apenas me deleito, porque é matéria que me interessa. Já não sou nenhuma jovem e a carreira parece limitada para mim, mas ainda sonho em entrar, penso ser possível, às vezes me iludo, às vezes me decido. Já não sou tomada pelas angústias da possibilidade de não viver um sonho. Aos 42 anos sei que a vida tem seu próprio curso e sempre traz coisas interessantes e maravilhosas, alinhadas a nossos sonhos ou não. Os sonhos ficam lá, como horizonte, como meta, como inspiração. Uns irão se realizar; outros apenas trarão atalhos mais interessantes ou mais possíveis.
E está tudo bem em qualquer uma das opções.
No momento volto a me organizar --- lentamente, confesso --- para o retorno aos estudos. Novamente mudei de tática, de situação profissional e de possibilidade de horários, ou seja, tudo já mudou. Decidi trabalhar com internacionalização, independente da área em que eu esteja, o que me mostra a importância que o tema já tem dentro de mim, para além de concurso ou não concurso. Fui visgada, engolida, viciada, abduzida pela diplomacia, pelo internacionalismo e penso que não há mais retorno. Se antes era apenas algo de meu interesse limítrofe, agora me engole diariamente.
Seria ótimo será incrível quando virar cotidiano de trabalho. E recebi uma proposta interessante em que é muito possível que isso se realize. Mas vamos ver.
Também vi uma entrevista super bacana do diplomata Ricupero contando como foi sua entrada, seu início de carreira e mais um pouco. Quem quiser ver, é um vídeo do curso Sapientia.
A frase do título, segundo o autor já citado, estava nas notas do seu exame de Cultura Geral, na prova de Admissão à Carreira Diplomática. Lindo, não?
Nesse momento, me sinto como Ricupero descreveu Rosa:
provinciano, médico obscuro de Barbacena,
exilado capataz da mina de Copiapó,
que parte à conquista do mundo
armado apenas de leituras, erudição,
conhecimento, esboço de cultura.
Retirando a parte da erudição, que certamente não me cabe.
Quando der na telha, volto.
FILMAÇO!! Poderia escrever só isso e o post já estaria completo.
(Parece que essa semana só fiz assistir filmes, não é mesmo? haiahiahia! Vai estudar!)
Assisti por indicação de uma aula de história. Uau! Foi uma verdadeira aula de diplomacia, política externa e militarismo. 2 horas e meia de pura adrenalina. Muita negociação, tensão, idéias e, principalmente, humanidade.
Apesar de ser dirigido pelo neozelandês Roger Donaldson, é uma produção americana. A música é um filme a parte, conduzindo completamente nossas emoções. É de Trevor Jones, sulafricano e vale demais a pena prestar atenção nela especificamente.
Aqui não vale spoiler porque todo mundo sabe o final. É a história do famoso episódio de política internacional que ficou conhecido como "a crise dos mísseis em Cuba". Apesar de estar no período conhecido em Relações Internacionais como de "Coexistência Pacífica" da Guerra Fria, assistindo o filme se compreende que apenas não havia luta armada, mas de "pacífico" não tinha nada. Um acordo de cavalheiros em nível global.
O mais interessante no filme é ver a humanidade com que Donaldson conseguiu retratar os irmãos Kennedy, especialmente quando coloca o assistente da presidência Kenny (Kevin Costner) como personagem principal - um amigo de anos da família. Traz suas relações familiares e gostos particulares. Tudo isso faz lembrar que a política internacional é feita apenas de humanos como você e eu, que precisam pensar, ter idéias e vão cometer erros e acertos.
Assistindo este filme, eu só fazia pensar "como pude demorar tanto pra entender que é isso que quero fazer da vida?" :OOOO Gente...é isso que PRECISO fazer da minha vida. Não tem nada mais no mundo que eu queira (além de ser mãe, é claro). Agradeço às mudanças da vida que me conduziram até aqui.
Claro que não vou lidar com uma crise dessas (graças a Deus). Espero jamais ter o destino da humanidade nas mãos. Mas se eu puder melhorar a vida de alguém...que possa ver o sol nascer e agradecer, terei feito o que gostaria agora, aqui sentada na minha cadeira.
Assistam!
É um novo modo de funcionamento do mundo, afetando, necessariamente, também as relações internacionais, à medida em que influencia a política e as relações de poder interestados, inclusive os conceitos de democracia, as teorias da conspiração, a influência ou desimportância de agências transnacionais - fenômenos que nós, internacionalistas, certamente temos que estar conscientes de como funcionam e até onde tem alcançado, de maneira consistente e eloquente, não inocente e espontânea.
PIMENTEL, Mariano; CARVALHO, Felipe da Silva Ponte. Princípios da Educação Online: para sua aula não ficar massiva nem maçante! SBC Horizontes, maio 2020. ISSN 2175-9235. Disponível em: <http://horizontes.sbc.org.br/index.php/2020/05/23/principios-educacao-online>. Acesso em: 18 de novembro de 2020.
Este artigo trata da diferença entre educação à distância e educação online. Foi escrito por especialistas que trabalham com Educação à Distância a anos e eles compreendem que o tipo de educação a que fomos lançados agora, por motivos de pandemia, não é Educação à Distância, não foi pensada para isso. É uma educação que está sendo feita pela internet, o que não é a mesma coisa. Eles criticam a própria educação à distância que, em sua maioria, até agora apenas trouxe a educação instrucionista-massiva, ou seja, que apenas expõe o aluno a conteúdos que ele deve absorver. E fazem reflexões críticas a respeito de tudo isso, sugerindo modelos para o uso das ferramentas digitais de modo interessante, seja para a educação à distância, seja para esse momento de panemia, seja para o "novo normal" que virá depois. É utilizar toda a tecnologia a nosso favor, deixando que os alunos sejam também criadores, autores, produtores de conteúdo. É colocar o professor num lugar de curador de conteúdo da área, além de facilitador de um processo integrado de aprendizagem em rede, onde ele não é figura central para a qual todos se dirigem, mas aquele que qualifica essas interações. É mostrar o conhecimento como uma caixa aberta, como algo sendo sempre construído e reconstruído, que é o que a ciência é, de fato. E trazer também outros níveis de conhecimentos e experiência para a sala de aula, para que seja possível "aprender fazendo".
Como aluna de um curso de educação à distância - me inscrevi numa graduação em Relações Internacionais, gente! - ler este artigo foi extremamente importante e interessante. Vi a Educação à Distância como algo revolucionário, exigente de muita disciplina e autodidatismo, mas não consegui ultrapassar o limiar do que me foi oferecido neste semestre - apenas assisti as aulas online e olhe lá se li o material de apoio. Entendi que ela era um ofertório de ensino-aprendizegem muito maior do que o que eu estava utilizando mas não consegui pensar como ultrapassar o mínimo que me é exigido. Lendo este artigo tive uma noção! Sobre como e onde procurar mais conteúdo; co-construí-lo com professores e colegas. Com certeza, com vocês aqui também! Percebi que criar este blog é um jeito de me forçar a escrever mais (fundamental nesta área, nas provas, no trabalho, etc); de aprender mais; fixar mais conteúdo; articular mais conhecimentos e partilhar tudo isso com quem quer que queira dialogar, ter acesso, absorver, ou o que for. Ou seja: ganho eu, ganham vocês, ganha o mundo! Vida longa ao meu bloguinho!
Tenho estudado bastante relações internacionais e os assuntos do concurso. Estou em diversos grupos de estudantes também. Percebo que o discurso é muito elitista e inacessível a quem realmente deveria fazer a política externa brasileira: o povo.
Me encontrei completamente na área. Não sei porque fui fazer outras coisas da minha vida. Hihaiahi. É muito aqui que quero ficar. Estou fazendo a graduação em relações internacionais (terceira!) e completamente apaixonada. Realmente...as tragédias só vêm para duas coisas: para te ensinar grandiosas lições ou te forçar a mudar de vida. No meu caso, foi para mudar de vida. E estou deliciosamente mudando. Me encontrei!
Quero trazer toda a minha bagagem de estudos acadêmicos, saúde mental, feminismo, arte, artivismo, composição, música, escrita, movimentos sociais - tudo isso tem que estar no meu fazer diplomático, na internacionalista que estou me formando.
Vou compartilhar aqui tudo que eu puder. Deixar acessível para todas o que vou descobrindo.
Pelo pouco tempo disponível, tenho usado muito os recursos audiovisuais, apesar de ser uma louca apaixonada por livros.
Vou deixando aqui minhas dicas e caminhos percorridos. Achem o que interessar pelos marcadores.
Bons estudos!
O filme Layla M. da diretora holandesa Mijke de Jong trata de um evento que tem acontecido na Europa: jovens muçulmanos desejam um retorno às suas origens e viajam ao Oriente Médio para viver de modo mais radical o islamismo. Com o enfraquecimento do Estado Islâmico na região após a morte de Osama Bin Laden, esses jovens desejam retornar a seus países europeus de origem e, conforme o filme, cada país tem tratado a questão de modo diferenciado. Como receber um cidadão que pode ter trabalhado em ações terroristas? Por um lado, ele tem direito a retornar a seu país. Por outro, não se sabe ao certo que participações ele pode ter tido ou que tipo de treinamentos relacionados ao terror. Uma difícil questão internacional se coloca. Foi muito importante assistir este filme para minha formação como internacionalista. Pude ver a visão de países nórdicos sobre as segundas e terceiras gerações de imigrantes, já nascidos ali; o tratamento que dão a extremistas (repulsa social e policiamento ostensivo) e também perceber o outro lado da questão - entender os sentimentos de pertencimento e retorno às origens desses jovens, eternamente vivendo neste entre-lugar, nem completamente europeus, nem completamente muçulmanos. Observei também como as questões de gênero mudam, não só conforme os indivíduos e sua formação, mas também de acordo com o contexto em que estão. Foi extremamente rico e interessante para minhas reflexões. Deixo aí a dica para vocês. ;)